quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

cristalino

«Mil anos que escrevas»,

disse,

«não saberás a quem»

Maria Grabriela Llansol Causa Amante


alguém te reconhecerá.

Foste o livro,

serás o rodapé;

hoje bit,

amanhã ficheiro,

pasta,

c:/


(...)


adormecerás serena,

palavra feita;

obra embutida!!!



(22 de Fevereiro de 2009, 5:21)




domingo, 22 de fevereiro de 2009

verbos de ir

nunca o regresso fora tão desejado,

nunca as paredes,

os mosaicos,

a luz, matizada por velhos cortinados,

esfumados num quotidiano voraz,

nunca nada do me que fora tão meu,

fora assim tão sorvido.

"Construir o caminho para que ele exista"...

dar repouso às sandálias, ancorar;

sereno é o homem,

que apenas tem o céu

acima da sua cabeça...



(a partir de um poema de Paula Raposo)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Escritos da Casa I


Ergueu-se.
Espreguiçou as asas húmidas.
Esticou o pescoço;
um grunhido sibilino,
voraz, feroz, estrondoso.
Silencioso,
saltou a pique e,
meus ouvidos silvaram
em latejos pulsados


De Archaeopterix nada tinha.
Pairava em relampejos infrasónicos.
Ouvi-a:

“Sou o colosso das terras,
Dos mares. Sem mim,
Ninguém voga,
Vagueia,
Derrota!”

Virou-me o bico,
sarcasmo nos olhos,
raiada uma loucura:

“Não estás no Bojador,
mas aqui te prendi,
aqui te tenho e,
nem por forças
d’El Rey!
do Senhor Deus até!!!!
Daqui sairás, viscoso!!!
Por força da minha vontade,
pelo poder que é meu!
Pela raiva
De estar só.”

(imagem retirada da net)

domingo, 1 de fevereiro de 2009

DESATEI,
ATEI NÓS/LAÇOS,
RIMEI.

MIREI A
EITO A EFABULAÇÃO ERMA.