quarta-feira, 25 de março de 2015

Voo


O Poeta
voou para a Poesia,
soltou-se,
desatou os nós
e abriu as asas.
As Palavras,
enternecidas,
acolheram-no.

Já voas, Poeta,
e o teu Caminho
é finalmente
a tua Obra
Imaculada.

Vá!
Veleja!
Voa!
Vinga o Verbo,
Varonil, 
Vibrante Veia!


(Fonte da imagem:

terça-feira, 17 de março de 2015

Às minhas mãos

Às minhas mãos
vieram as tuas
num sorriso mais certeiro

do que o bico do mocho.

Acariciei,


melhor, meus olhos afagaram

a tua nuca,

também fonte de saber.

Os meus atalhos

seguem os teus caminhos,
meus passos já buscam os teus;
trago no bolso,
perdidas entre rotas,
as tuas coordenadas.

Os meus olhos são incessantes
sorvedouros do real
que me envolve,
nada lhes escapa,
apenas tu.
O pó da estrada
embala-me o sorriso 

numa vacatura delirante.

(foto do autor

obtida com telemóvel:

um dia de Verão em Benfica, Lisboa)

(também publicado no blogue 77 palavras

Margarida Fonseca Santos)

quinta-feira, 12 de março de 2015

44 444

Um número giro que encontrei hoje por acaso:

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