domingo, 22 de janeiro de 2017

estreito

Estreito,
estreito o caminho;
desliga o rádio 
e a noite embranquece,
lívida,
nem restos de estática 
a acompanham.
O caminho 
nada reflecte,
nem um grão de luz,
nem um pozinho de som,
nada.
Agora, ela mostra
as mãos finas,
pálidas de sono,
e pressente
um escape
que afinal
não há!

(foto do autor
obtida com telemóvel)

1 comentário:

alfacinha disse...

Transformando palavras num poema é para mim uma meta inabordável, mesmo na minha própria língua, por falta de talento.
Por isso obrigado para as palavras doces sobre a minha tentação escrever no idioma Português.
Um abraço